Igreja em Vizela fechada pela ASAE por estar a funcionar como casa de alterne

As regras impostas recentemente pelo governo português aquando da situação catastrófica que o país vive derivado do número de casos de COVID-19 têm sido bastante criticadas e existe quem esteja a fazer de tudo para contornar essas regras.

Mesmo com os hospitais cada vez mais a rebentar pelas costuras, têm existido pessoas a alugar cães para poderem ter uma desculpa para sair (passeá-los) e em Vizela, houve quem tivesse tentado capitalizar com as novas medidas que fecharam uma série de estabelecimentos mas permitiram a continuação da realização de eventos como missas.

Hugo Barbosa, proprietário de uma casa de alterne, tem sofrido muito com as medidas de prevenção de propagação do vírus, sendo que o seu estabelecimento não abre desde março do ano passado. Recentemente, com as novas medidas, o homem decidiu falar com o padre de uma igreja em Santa Eulália, padre esse que era cliente habitual da casa de alterne de Hugo, e ambos firmaram um negócio onde a igreja passava a ser, de forma clandestina, uma casa de alterne.

Estava tudo a correr às mil maravilhas, pelo menos durante os 6 dias em que a mesma funcionou como casa de alterne: o espaço funcionava até às 20 horas para não dar nas vistas e o fluxo de movimento na igreja deu que falar, até demais. Eventualmente, a ASAE foi chamada ao local de forma anónima e teve de fechar o espaço. Hugo vai agora ter de responder judicialmente por aquilo que fez, bem como o padre. Ele disse à imprensa:

“A culpa é das beatas desta terra, que só se preocupam em meter o nariz onde não são chamadas. Tenho uma família para alimentar e tinha criado um fantástico cenário para esta casa de alterne modificada com a ajuda do padre Góis. Era um santo p*tedo, posso desde já dizer. Não sei mais o que hei de fazer para continuar a poder meter comida na mesa”.

Os crentes ficaram chocados com a situação e foi por isso que não demorou muito até que todo aquele esquema fosse desmantelado.

Já o padre Góis, mostra-se arrependido: “Eu aceitei o acordo porque é muito difícil para um padre rejeitar uma chupadinha por 100 escudos…”

Surreal.